terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Máscaras - Menotti Del Picchia

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COLOMBINA



Pudesse eu repartir-me e encontrar minha calma dando a Arlequim meu corpo e a Pierrot a minh’alma! Quando tenho Arlequim, quero Pierrot tristonho, pois um dá-me o prazer, o outro dá-me o sonho! Nessa duplicidade o amor todo se encerra: um me fala do céu... outro fala da terra! Eu amo, porque amar é variar, e em verdade toda a razão do amor está na variedade... Penso que morreria o desejo da gente, se Arlequim e Pierrot fossem um ser somente, porque a história do amor pode escrever-se assim:


PIERROT



Um sonho de Pierrot...


ARLEQUIM



E um beijo de Arlequim!

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

E o que você esperava?!?



Não sei o q se passava nessa sua cabecinha infantil. O que você queria? Uma mãe? Não, ainda é cedo pra que eu pense em ter filhos. Uma babá? Esse não é o emprego dos meus sonhos. Caio agora em uma das frases menos originais: “Você podia ter sido o único...” Isso é verdade, mas não foi. Não passou de alguns versos em minha infinita poesia. E agora, depois de tanto tempo, me vem com essa de afastamento. Sinto muito, meu amor, mas não tenho tempo pra perder com você. Sabe, queria te dar um conselho, guarde-o se quiser e se o julgar útil. Aproveita o que te oferecem e aprende a dar valor enquanto podes, porque a gente sempre cansa de esperar, assim como cansei de esperar por você.

Sinto muito em dizer-lhe que o seu tempo passou. E você nem viu. Nem sentiu a brisa daquilo que eu dedicava a você. Agora vai, me deixa aqui em paz. Paz essa que só me chegou quando descobri o quanto estava perdendo me dedicando somente a ti. E que agora, ah... Veio-me e não a perderei mais de vista.

Desejando-lhe o melhor e que você descubra o quanto ainda se engana esperando que eu volte em prantos depois de todo esse tempo,
Abraços com toda a frieza possível.

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

* * *

Me escondo atrás de uma frieza para não ser decifrada. Finjo não ter coração. O pior é que realmente acreditam nisso. São pouco os que realmente me conhecem. Tenho medo de me mostrar. O que me falta é coragem, ao contrário do que pensam os outros. Queria não ter que ser sempre o ombro amigo, o braço forte. Também sinto, como todo mundo. Tenho meus momentos de carência. Mas não posso me revelar. Não consigo.

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domingo, 20 de janeiro de 2008

Talvez por isso não goste de palhaços.


Porque, na verdade, nunca gostei muito de palhaços. Gosto mesmo é da poesia por trás de tais máscaras. Segundo Através do Espelho, só depois que a porta do trailer se fecha é que vemos que é preciso estar muito triste pra divertir, ou algo do tipo. Mas não há circo sem palhaço... E o que seria das crianças sem a graça e a fantasia? Sem o ar vindo de balões?...

Tenho medo do que não fica pra sempre. Por isso levo uma vida meio cigana. Não de um lado pro outro, mas de sentimento em sentimento. Parece que depois de um jejum, volto a escrever. Ainda sem rimas, escrita branda. Mas desabafo. Esperando uma decisão. Coisa constante ultimamente. Talvez por isso nunca tenha gostado de circo. Porque quando divertem, logo sobem a lona e vão à procura de novos públicos. Queria algo constante, mas vejo o que é efêmero.

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sábado, 19 de janeiro de 2008

Nostalgia do que já não volta.

Direitos da foto: Hugo Galindo - http://www.flickr.com/photos/hugomoco/2164309018/

Ainda menina, não me preocupava com o que havia no mundo. Não tinha o costume de ler o que não me convinha muito menos tentar mudar aquilo que ia de encontro às minhas convicções. A vida era mais simples. Muito mais simples. Mas sabe? Não era tão feliz como sou hoje, quando me chamam de idealista. Ser - utópico. Pois acredito que o mundo ainda pode ser muito mais que um monte de gente reunida em favor de si própria. Pessoas solitárias e tristes.

Quero crianças pulando corda, meninos jogando bola de pés descalços na rua, roubando manga do vizinho. Bola de gude e elástico. Os pequenos pulando muro e deixando a mãe, que se torna santa, maluca. Ainda queria noites de pijama na casa de amigos. Fogueira de São João e chuvinhas.

E que, provavelmente, muitas crianças não terão. Porque a simplicidade de ser criança foi trocada por quartos escuros e falta de opinião.






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