sexta-feira, 13 de junho de 2008

“Tantas palavras que eu conhecia só por ouvir falar...”

Foto por: Hugo Galindo - http://www.flickr.com/photos/hugomoco/2367656540/

Aprendi a caber nos teus braços. Ser pequenina em teu espaço.
Acostumei-me a teu cheiro. Já sei acompanhar o teu passo.

***
Os cafunés deixaram de ser apenas cafunés. O jeito que prendia meu cabelo, antes com tamanho desdém, hoje com cachos soltos. Os risos passaram a ser mais sinceros. Agora são dados com peito aberto.

Seria incapaz de acreditar em coragem. Nesse encantamento, todo cheio de entrega. Agora, a um som de jazz bem baixinho, aprendi a ser intensa.

Ser “A Mulher de Cada porto”, todas juntas numa somente.
“Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva”, transparecendo amor numa “Bárbara” sinfonia. “Quantos artistas Entoam baladas pras suas amadas Com grandes orquestras? A gente pode se entender e não saber o que falar”, já não pergunto ao destino “Cadê você?”, pois já o encontrei. “Explorar sua casa, seu quarto, suas coisas. Sua alma, desvãos. Futuros amantes, quiçá, Se amarão sem saber Com o amor que eu um dia Deixei pra você” .

Depois de tanto “Desencontro”, achei o meu “Dueto”.


(As frases e palavras em itálico são trechos (d)e músicas de Chico Buarque de Holanda)



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