quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Das coisas que eu nunca digo. Ou que ninguém vê.




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A gente se faz de forte quando deve. Quando não deve também. O mundo lá fora julga quem não o é. Poucos são os que têm ouvidos. E se tem ouvidos, não falam. De que adianta? Sobem os muros ao redor. Trenas e fitas não serão suficientes. Escadas? Seriam difíceis de ser construídas.

Vai lá... abre a boca. Diz o que te aflige. Mais uma vez, te pego no colo. Mas... e se eu precisar, você cuida de mim? Você ouve meus problemas e enxuga minhas lágrimas? Me faz rir com cocegas e me enche do sorvete que eu gosto?


Se eu cair, quem me ampara a queda? Quem segura a minha mão quando eu precisar levantar? Quem me faz cafuné enquanto eu tento relaxar? Minhas mãos já seguram tanto... Minhas costas já carregam tanto. O peso é tão grande e anda se acumulando tanto que eu não sei mais se posso carregar.


Quem se candidata a entrar pela porta e dizer o que preciso ouvir? Não tô pedindo o que eu quero, até porque, às vezes, ouvir o que se quer faz muito mal. Entretanto, rogo por uma mão que me toque onde mais preciso. Um tapinha nas costas me lembrando que tem alguém ao lado pra me segurar quando eu precisar. Pra me dizer "se acalma, isso já vai passar". Respondo que não passa. Não passa! Pode até ficar apagado entre tantas cores que surgem com o sol. Contudo, tá sempre aqui. Adormecido. E volta. Volta quando o breu cobre o dia.


A vela que carrego só ilumina a trilha dos outros. E não aparece ninguém com lanternas pra iluminar o meu caminho.


4 incertos:

  1. Gostei muito de seu texto ...
    www.bsproducao.blogspot.com

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  2. Eu tenho velas. às vezes não iluminam muita coisas, mas acho que dá pra nós duas.

    Vamos?

    Um beijo, menina linda.

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  3. Menina, parabéns!!!

    Bem vinda a essa vida louca, cansativa e deliciosa... que esse seja um caminho de muitas bênçãos. E já sabe, no que precisar, conta comigo aqui!

    Beijos!

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  4. Sabe que todo mundo sente isso um dia.
    Adoro a forma como você passa aquilo que o coração não consegue falar.

    Tava com saudade daqui.
    Me sinto tão em casa!
    beijo.

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