segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Conversa de botas batidas – ou sobre o meu medo de sermos dois.



"Se você não quiser, me viro como der.
Mas se quiser, me diga, meu amor.
Pois se você quiser, me viro como for,
para que seja bom como já é."
(Pedido de casamento - Arnaldo Antunes)



Tentei fugir o máximo que pude. Tentei me esconder até onde deu. Senti medo algumas vezes. Medo de estar com você e de ficar sem você. Cansei de lutar contra isso. Decidi simplesmente me entregar, correr riscos. É tudo tão terno quando estamos juntos. Tudo tão simples, tão fácil. Só que às vezes o medo volta a tentar me arrebatar novamente. Assim sem motivo, sem causa aparente. O que fazer agora? Irei ficar para ver até onde isso vai dar. Para ver qual de nossos planos se realizará. Para sentir mais uma vez seus lábios em meu pescoço e aquele cafuné que traz nas entrelinhas um "calma que a tormenta já já passa..."


Você é o grande responsável pelo meu controle ultimamente... Por aquela minha vontade de sair gritando pela rua feito doida varrida estar adormecida. Pela nova calmaria do meu mundo.Eu que sempre fui sereno, você me tranformou em serena.


Te quero como nunca achei que fosse capaz de querer alguém. Planejo minha vida para que um dia possamos estar juntos mais um pouquinho... Sem ninguém lá fora para incomodar.


Só te peço uma coisa: desventuras de amor, não. Só eu e você, tá? Só nós dois, sendo um.


(Imagem: desconheço o autor - banco de imagens do Google)

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